Amamentação

Psicologia

17/05/2018

Amamentação: benefícios e desafios

É muito comum as mamães terem dúvidas e angústias quanto a amamentação. É por isso que eu, Dr. Colibri, convidei uma amiga especialista na área de psicologia para falar um pouco sobre o assunto. Espero que gostem!

O Ministério da Saúde recomenda que seja feita a amamentação durante os 2 (dois) primeiros anos de vida da criança e que nos primeiros 6 (seis) meses seja feita a alimentação somente com leite materno, sem necessidade de inserção de outros alimentos – como água, chás e sucos. O leite materno é um alimento completo, e por si só consegue nutrir o bebê.

Muitas pessoas interpretam erroneamente essa recomendação, dizendo que o leite materno somente é necessário nos primeiros 6 meses. Com isso, geralmente há desmame precoce por diversos motivos, como: problemas na sucção, nascimento de dentes, reflexo gastro-cólico (retorno do leite pelas dores abdominais do bebê, que geram desconforto), entre outros.

Além disso, há muitos mitos que perpassam essa questão. Por exemplo, quando dizem que o leite da mãe pode ser “fraco” porque o bebê chora muitas vezes. Isso não acontece só por fome, mas por outros pontos, como desconforto, dores, necessidade de afago e carinho, além de o choro ser a única forma de comunicação do bebê. Esses dizeres sociais, porém, já impõem a necessidade de complementar a ingestão com outros alimentos, o que diminui a busca do bebê pelo peito, ocasionando o desmame precoce.

A falta de confiança em si mesma é uma das grandes responsáveis pelo pensamento que as mães têm de que seu leite é fraco ou insuficiente. Essa insegurança surge porque as mães podem passar a ter medo e a ver como um desafio o fato de elas mesmas produzirem o alimento do filho, e, principalmente, tendem a carregar a culpa se acreditarem que o seu leite não satisfaz as necessidades da criança. (Algarves, et al. 2015)

O que fazer se isso acontecer?

Essas e outras situações fazem parte do desafio de ser mãe e geram grandes anseios e até frustrações. Nesse momento, é de grande necessidade o apoio familiar e médico para ajudá-las a se estabelecerem e manterem a calma.

Portanto, procurem ajuda especializada de profissionais da saúde que possam axiliar nesse momento. É importante, também, refletir que mesmo que não seja possível a amamentação, buscar orientação pode trazer uma melhor forma de encarar a situação. Na amamentação vale o carinho, troca de olhares e amor pelo bebê, o alimento em si é de grande importância sim, mas pode ser substituído ou complementado com apoio médico, já a fase não.

Portanto: sintam-se acolhidas, mamães, e saibam que vocês são mulheres capazes de cuidar e zelar por seus filhos. Esse momento é de grande importância para o desenvolvimento saudável deles, tanto físico quanto cognitivo, e vocês conseguirão dar conta desse momento e o ver os seus filhos crescerem fortes e felizes.

Referências:

http://portalms.saude.gov.br/saude-para-voce/saude-da-crianca/aleitamento-materno

http://www.scielo.br/pdf/rpp/v33n3/0103-0582-rpp-33-03-0355.pdf

 

Tayne Amabile Cichelli

Psicóloga CRP 06/141746



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