Categorias
Você e seu bebê

Benefícios e desafios da amamentação

É muito comum as mamães terem dúvidas e angústias em relação à amamentação. É por isso que eu, Dr. Colibri, convidei uma amiga especialista na área de psicologia para falar um pouco sobre o assunto. Espero que goste!

O Ministério da Saúde recomenda que seja feita a amamentação durante os dois primeiros anos de vida da criança e, nos primeiros seis meses, a alimentação somente com leite materno, sem necessidade de inserção de outros alimentos, como água, chás e sucos. Isso porque o leite é um alimento completo e por si só consegue nutrir o bebê.

Porém, muitas pessoas interpretam essa recomendação de forma errada, afirmando que o leite materno somente é necessário nos primeiros seis meses. Com isso, geralmente há desmame precoce por diversos motivos, como: problemas na sucção, nascimento de dentes, reflexo gastro-cólico (retorno do leite pelas dores abdominais do bebê, que geram desconforto), entre outros.

Além disso, há muitos mitos que perpassam essa questão. Por exemplo, quando dizem que o leite da mãe pode ser “fraco” porque o bebê chora muitas vezes. Isso não acontece só por fome, mas por outros pontos, como desconforto, dores, necessidade de afago e carinho, além de o choro ser a única forma de comunicação do pequeno.

A falta de confiança em si mesma é uma das grandes responsáveis por esse pensamento que as mães têm de que seu leite é fraco ou insuficiente. Essa insegurança surge porque elas podem passar a ter medo e a ver como um desafio o fato de produzirem o alimento do filho, e, principalmente, tendem a carregar a culpa se acreditarem que o seu leite não satisfaz as necessidades da criança.

E se não for possível amamentar?

Essas e outras situações fazem parte do desafio de ser mãe e geram grandes anseios e até frustrações. Nesse momento, é de grande necessidade o apoio familiar para ajudá-las a se estabelecerem e manterem a calma.

Da mesma forma, é muito importante procurar profissionais da saúde que possam auxiliar nesse momento. É essencial, também, refletir que mesmo que não seja possível a amamentação, buscar orientação pode trazer uma melhor forma de encarar a situação. Na amamentação vale o carinho, troca de olhares e amor pelo bebê. O alimento em si é de grande importância, mas pode ser substituído ou complementado com apoio médico.

Portanto, sinta-se acolhida, mamãe, e saiba que você é uma mulher capaz de cuidar e zelar por seus filhos. Esse momento é de grande importância para o desenvolvimento saudável deles, tanto físico quanto cognitivo, e você conseguirá dar conta e o ver os seus bebês crescerem fortes e felizes.

Referências:

http://portalms.saude.gov.br/saude-para-voce/saude-da-crianca/aleitamento-materno

http://www.scielo.br/pdf/rpp/v33n3/0103-0582-rpp-33-03-0355.pdf

Tayne Amabile Cichelli

Psicóloga CRP 06/141746

Categorias
Você e seu bebê

Alimentação complementar após os seis meses

Por que a alimentação complementar no primeiro ano de vida não deve ser liquidificada?

As mamães são orientadas para alimentar os bebês exclusivamente com leite até os seis meses de vida. Após esse período, a criança passa a receber uma alimentação complementar ao leite materno. Isso significa que esses alimentos não substituirão as mamadas, mas, sim, complementarão sua dieta.

Deve-se oferecer às crianças papa de fruta ou salgada, sempre dando consistência. Assim, a comida deve ser amassada com garfo até adquirir a forma de purê grosso, sendo servida com colher, e não liquidificada nem peneirada. Isso porque, além de a criança estar aprendendo a diferenciar sabores e cores dos novos alimentos, a papa nesse formato estimula as funções de lateralização da língua, jogando os alimentos para os dentes trituradores, e o reflexo da mastigação.

Outro aspecto a ressaltar é que as comidas mais espessas e consistentes apresentam maior densidade calórica quando comparadas com as diluídas, o que tem valor para as crianças com baixa idade devido à pequena capacidade gástrica e pouco consumo de alimentos. Por isso, eles precisam fornecer maior quantidade calórica para suprir as necessidades energéticas. Além disso, crianças que forem estimuladas a consumir papas consistentes desenvolvem melhor a musculatura da face e a capacidade de mastigação, aceitando facilmente a alimentação a partir dos oito meses.

Aline Ripoll Tedesco

Nutricionista Clínica

CRN 3 5699

Categorias
Série Mamães que amam

3 dicas para facilitar a volta ao trabalho depois da licença-maternidade

Essa mudança de rotina pode ser mais tranquila para você e seu bebê! Veja como.

Voltar ao trabalho após passar tanto tempo grudada no bebê é um desafio e tanto para qualquer mamãe. Este é um momento que muitas dúvidas acabam aparecendo, como: vou conseguir voltar ao ritmo de antes, e será que meu bebê vai sentir minha falta? Isso sem falar na culpa de deixar o pequeno com uma babá ou na escola.

Mamãe, eu, Dr. Colibri, estou aqui para te dizer que essa angústia é normal e que, com algumas dicas, é possível passar por esse momento com muito mais tranquilidade! Confira abaixo:

Passos de bebê

Para a mudança não ser tão brusca nem para você e nem para o bebê, comece a adaptação no berçário, na casa da avó ou com a babá cerca de um mês antes do fim da sua licença. Dessa forma, você também tem mais tempo para avaliar qual a melhor alternativa.

Além disso, deixe as crianças com os futuros cuidadores um pouquinho a mais cada dia. Você pode, por exemplo, passar uma hora longe e ir aumentando gradativamente.

Mas e a amamentação?

Caso seu bebê ainda mame no peito, o recomendado é que você tire um tempo durante o expediente para retirar o leite com uma bombinha extratora. Assim, você alimenta o pequeno antes e após o trabalho e, durante o dia, ele recebe o que ficou armazenado em casa. Lembrando que a retirada deve ser feita em condições adequadas de higiene e que o leite materno tem validade de 24 horas. Quando congelado, o prazo se estende para quatro ou cinco dias.

Confie nas suas escolhas

Independentemente de onde ficará o seu bebê, tenha a certeza de que você fez o melhor que pôde para que ele seja bem cuidado em sua ausência. Foque seu pensamento em como ter uma carreira é importante para você, afinal, mãe realizada tem crianças felizes!

Fontes: Crescer, Sempre Família

Categorias
Você e seu bebê

Por que bebês choram tão alto ao nascer?

Descubra o motivo por trás do barulho que os pequenos fazem ao chegar nesse mundo.

Logo quando nascem, os bebês encararam dois grandes desafios: medo e dor. O primeiro deles é desencadeado por estímulos que até então eram desconhecidos, como luz e frio. Já o segundo está relacionado com a alteração na respiração dos recém-nascidos.

Quando estão dentro do útero, os bebês não respiram, mas recebem oxigênio pelo sangue da mãe, por meio do cordão umbilical. Ao nascerem, eles experimentam uma sensação dolorosa ao abrir os pulmões e expulsar o líquido que estava dentro deles, trocando-o por oxigênio.

Alguns recém-nascidos podem demorar um pouco mais para chorar, o que pode ocorrer por vários motivos, como falta de oxigênio na hora do nascimento ou alguma má formação. Caso não emitam nenhum barulho, o pediatra pode realizar a chamada reanimação neonatal, retirando a secreção que eles têm na boca e no nariz e oferecendo oxigênio por meio de um tubinho.

Curiosidade: a frequência média do choro dos bebês pode chegar a 110 decibéis, tão alto quanto uma buzina de carro. Apenas 30 minutos de choro podem causar danos à audição de um adulto!

Fonte: Mamãe de Primeira Viagem, Diário do Grande ABC

Categorias
Você e seu bebê

10 coisas que acontecem durante o primeiro ano do bebê

Confira algumas das principais mudanças que os pequenos passam nesse período.

É inegável que as crianças crescem muito rápido e, quando você menos esperar, seu recém-nascido já vai ser um bebê de um aninho de vida. Por isso é tão importante acompanhar cada fase que seu filho passa, para não perder nenhum momento especial.

O primeiro ano em particular é recheado de mudanças e emoções, afinal, o pequeno está começando a descobrir o mundo que o cerca! Confira, a seguir, dez sinais de que seu bebê está crescendo e evoluindo cada vez mais:

  1. Após seis semanas de vida, ele vai ser capaz de fazer contato visual com você;
  2. Depois de cerca de seis meses, o pequeno começa a tentar ler seus lábios, o primeiro sinal de que ele está tentando entender o que lhe é dito;
  3. O aumento de peso nos primeiros seis meses será de aproximadamente 600 a 800g por mês;
  4. Você descobrirá a real cor dos olhos do bebê após seis a doze meses, pois é neste período que o pigmento responsável é ativado. Depois, a cor fica permanente;
  5. O primeiro sorriso proposital do pequeno provavelmente acontecerá entre quatro e seis semanas de vida;
  6. Um recém-nascido chora muito, mas ele só produzirá lágrimas reais entre um e três meses de idade;
  7. Até um ano de vida, o bebê poderá compreender cerca de 70 palavras;
  8. A frequência cardíaca vai cair de 180 para 115 vezes por minuto no primeiro ano;
  9. O cérebro vai atingir 60% do seu tamanho adulto até completar um ano;
  10. A maioria dos recém-nascidos perde todo o cabelo com que nasceram por volta dos três a quatro meses.

Fonte: Just Real Moms