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Dificuldades na Amamentação

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Apesar dos benefícios do leite materno serem bem conhecidos, as dificuldades na amamentação podem atrapalhar um dos momentos mais importantes da maternidade.

 

Saiba como superar as principais dificuldades na amamentação

Dor, dúvidas sobre a produção de leite e a falta de apoio e informações podem ser os grandes vilões da amamentação. Saiba como não transformar o sonho de amamentar em pesadelo.

A amamentação é um momento mágico para as mamães, mas também um período de muitas dificuldades. Medos, dúvidas, falta de informações e de uma rede de apoio podem fazer com que a mulher desista de oferecer o peito ao seu bebê. E aquilo que antes parecia uma realização, acaba virando um grande problema.

Uma pesquisa do Instituto Muita Saúde aponta que o tempo médio de aleitamento, no Brasil, é de 54 dias. No entanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza que o leite materno deve ser o único alimento do bebê, até os seis meses de vida.

E muitas mulheres que passaram pela experiência de abrir mão de amamentar enfrentam a frustração e a culpa. No lugar de boas lembranças, ficam memórias nada agradáveis sobre essa fase tão importante.

Neste artigo, vou abordar algumas dessas adversidades e dar dicas para que o olho no olho entre mamãe e bebê seja a recordação mais importante da amamentação. Afinal, superar desafios é o lema principal da maternidade, não é mesmo?

 

Por que é importante amamentar?

Para começar, vale a pena reforçar os muitos benefícios do aleitamento materno. A amamentação é a intervenção preventiva mais eficaz que existe para evitar mortes de crianças menores de cinco anos. Dados da OMS mostram que cerca de 20% das mortes causadas antes do primeiro mês poderiam ser evitadas, se todos os recém-nascidos recebessem leite materno na primeira hora de vida.

Outro ponto importante é que o leite materno contém todas as propriedades nutritivas e imunológicas que a criança precisa. Deve ser uma fonte exclusiva de alimentação até os seis meses e é considerado o melhor alimento complementar que a criança precisa até os dois anos.

E ainda tem mais. Crianças amamentadas durante uma média de sete a nove meses têm seis pontos a mais de QI, na comparação com as que recebem leite materno por menos de um mês. E as mamães também saem ganhando. Amamentar ajuda as mães a retornar ao peso anterior à gestação, reduz os riscos de hemorragia pós-parto, de câncer de mama e câncer de ovário, bem como da diabetes tipo 2.

Amamentação também significa enfrentar desafios e imprevistos. Aliás, as dificuldades nesse período da maternidade são naturais e até esperadas. A grande dica é enfrentar isso sem culpa e livrando-se dos medos.

 

As principais dificuldades na amamentação

Então, vamos falar das principais dificuldades na amamentação e de como superá-las? A informação é a melhor ferramenta para viver bem esse processo. Veja essas dicas e vá em frente, sempre tranquila!

 

Dor na amamentação

A dor, bastante comum, é causada pelas rachaduras no peito e também pelo ingurgitamento mamário, quando ocorre o acúmulo de leite nas mamas. Esses desconfortos acontecem, principalmente, durante as primeiras semanas, quando os seios ainda estão se adaptando à amamentação.

Outra causa é o bebê abocanhar apenas o bico do seio. Nesse caso, a solução é a pega correta. O pequeno deve ficar com a boquinha bem aberta, como a de um peixinho, com o lábio inferior virado para fora, direcionando o mamilo para o céu da boca. Além disso, o bebê precisa pegar mais a parte de baixo da auréola do que a de cima, garantindo uma boa sucção. O nariz não pode encostar na mama, mas o queixo sim.

Você vai notar que as bochechas ficam arredondadas e é possível ouvir o bebê deglutir. Um som específico e muito gostoso, de quem alguém está ficando com a barriguinha cheia.

 

Bico invertido

Você já deve ter ouvido falar que algumas mulheres possuem o mamilo invertido, o que gera muitas dúvidas sobre a viabilidade em amamentar. O importante é deixar bem claro que, independentemente do tipo de mamilo, a amamentação pode ter sucesso.

Mais uma vez, a pega correta na auréola é fundamental. A dificuldade pode acontecer nos primeiros dias, mas o ajuste da postura, colocando o bebê bem próximo ao corpo da mãe ajuda bastante. Fazer uma “prega” com a mão na mama também é outro recurso válido.

 

Pouco leite

Essa é a causa mais comum do desmame precoce. E existem algumas situações específicas que levam à produção insuficiente de leite. A hipoplasia mamária é uma delas, uma condição anatômica resultante de malformação congênita, quando a mama não se desenvolveu adequadamente. A outra é a cirurgia de mamoplastia redutora, em que a remoção de tecido mamário impacta diretamente na capacidade de produção de leite.

Mas atenção: não existe leite fraco! É aí que entra a livre demanda, considerada a principal regra do aleitamento materno. Quanto mais o bebê mamar, mais leite será produzido. Por isso, não devem ser impostas restrições de horários para as mamadas e a mãe deverá passar a oferecer as mamas mais vezes, com intervalos mais curtos. Dessa forma, se estabelece o ritmo adequado, uma vez que o bebê estimula as glândulas mamárias inúmeras vezes ao longo do dia.

A mamada também não deve ter tempo estipulado. O bebê demonstra quando está saciado, no momento em que larga o seio, ou adormece nos seus braços. Assim, é possível sentir uma leveza na mama, como se ela estivesse um pouco mais murcha.

Ofereça os dois seios, a cada amamentação, para garantir um bom período de descanso para você e seu pequeno. Fuja dos bicos artificiais, as famosas chupetas. Elas interferem no aleitamento materno exclusivo e podem fazer o bebê abandonar o seio.

 

Informação precisa ser boa e correta

Quando as dificuldades na amamentação surgem, um dos primeiros impulsos é buscar receitas milagrosas, acessórios ou dicas na internet. Mas cuidado. Nada de soluções como pomada instantânea, bomba para formar a ponta do seio, ou bico de silicone.

É importante estar por dentro de outro fato: algumas práticas antigamente indicadas não surtem efeito e podem até prejudicar. Alguns exemplos são o uso de bucha nas mamas, ou cortar o sutiã para expor os mamilos. O que continua valendo é o bom e velho sol nos seios, quando possível, para fortalecer a pele. Pode ser de dez a quinze minutinhos, nos horários mais saudáveis.

Porém, o remédio mais eficaz para uma amamentação tranquila e sem traumas é o apoio e suporte da família. Amigos e familiares podem formar uma rede e ajudar nas tarefas da casa, no preparo das refeições ou nas compras, pois tudo o que uma mãe precisa é de sossego e tranquilidade para cuidar de si e amamentar o bebê.

Além disso, converse muito com o seu obstetra e busque grupos educativos durante a gestação. Alguns bancos de leite humano, unidades de saúde e entidades oferecem cursos de orientação gratuitos para casais grávidos sobre o aleitamento materno. Quando os dois se preparam juntos, o sucesso da amamentação é mais garantido.

E ainda existem os profissionais especializados no assunto, cuja consultoria pode ajudar muito nas dúvidas que surgem e são naturais, na hora de viver a amamentação na prática.

 

Gostou das dicas? Dê uma olhada no Blog da Mamãe Colibri e saiba mais sobre o mundo da maternidade!

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